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10/01/2010
07/01/2010
ANIVERSARIANTE DO MÊS
Ivanir dia 30/12
"O tempo que realmente conta em nossa vida é o tempo medido pelo coração.
Que neste novo ano você viva intensamente cada momento de sua vida e que
eles sejam plenos de significados."
19/12/2009
13/12/2009
11/12/2009
Árvore de Natal de Livro
Educação
Não quero nada
Não quero muito
Quero só um pouco
Que vale muito
Estudar é preciso
É preciso estudar
Então vem com agente
Que vamos lhe mostrar
CIEJA BUTANTÃ
É esse o lugar
Educação de
Jovens e Adultos
(Marisa santos)
Não quero muito
Quero só um pouco
Que vale muito
Estudar é preciso
É preciso estudar
Então vem com agente
Que vamos lhe mostrar
CIEJA BUTANTÃ
É esse o lugar
Educação de
Jovens e Adultos
(Marisa santos)
03/12/2009
30/11/2009
PALESTRA CEÚ DO BUTANTÃ COM O JORNALISTA E ESCRITOR THIAGO MEDAGLIA
TieTê um rio de várias faces. Thiago Medaglia vai falar sobre todo o trajeto que ele fez da nascente até a foz do rio Tietê. Dos depoimentos que ele conseguiu com as pessoas que chegaram a nadar, a remar, no Tietê. Também vai falar da lastimável situação em que o rio se encontra hoje na região metropolitana de São Paulo. Dos problemas da poluição que o rio sofre, das cidades ribeirinhas em que o rio é limpo, etc. Profª Elisabet Nascimento.28/11/2009
27/11/2009
SEIVA SUAVE DE UMA ÁRVORE PEQUENA

Flores
O que seria de nós mulheres
Sem a existência das flores
Sem os seus perfumes e cores
Mística flor, pétala serena.
Seiva suave de uma arvore pequena
As flores têm sua beleza
Es a essência da natureza
O amarelo traz alegria
A violeta tem todo dia
O branco nos passa a paz
No desabrochar do lilás
O vermelho contagia
Nós trazendo harmonia
Nem sempre são valorizadas
Algumas serram amadas
Minha pequena e linda flor.
(Marisa Santos)
(Marisa Santos)
25/11/2009
24/11/2009
A CIDADE E O RIO
lustração Graphorama por Thiago Medaglia
Pobre Tietê. Quer saber o nível de civilidade da população de um município ou o quanto ela valoriza a qualidade de vida? Olhe para seu rio. O reflexo da relação de carinho -ou não- das pessoas com o lugar que escolheram para viver é mais evidente nos corpos d'água. Sujo, feio e malcheiroso, o principal rio da maior cidade do hemisfério Sul não faz nada além de exibir as feridas abertas pela forma como vem sendo tratado em sua porção metropolitana. A urbanização trouxe gente demais, carros em excesso, asfalto de sobra e roubou do rio seu espelho d'água. Quase impossível imaginar as nuvens do céu (quando é possível vê-las) refletidas no leito do Tietê. Pobre do paulistano.
No passado, não era assim. Até os anos 1940, o Tietê era parte do cenário social da cidade. São Paulo vivia o rio. Sob a luz do luar, os namoros eram ritmados por serenatas na antiga ponte Grande, a primeira a cruzar o leito, feita de madeira no século 17 e substituída pela ponte das Bandeiras, em 1942. Aos poucos, as competições a remo perderam espaço para o entulho acumulado sob a torrente morta. Os nadadores, vitimados por todos os gêneros de micose e doenças transmitidas pela água imunda, aposentaram as braçadas. Os peixes sumiram das redes dos pescadores. São Paulo perdeu a poesia. E virou as costas para o Tietê.
O rio dos primórdios da ocupação da capital tinha outra cara. Era um Tietê de corpo sinuoso, com corredeiras e água que variava entre o tom chá e o aspecto barrento, dependendo das chuvas. As margens eram tomadas por uma vegetação de várzea, repleta de bichos. Tudo muito diferente do corpo retilíneo e sem graça avistado hoje das avenidas marginais. A forma atual foi surgindo aos poucos, ganhando espaço a partir do começo do século passado, com a construção das primeiras usinas hidrelétricas na região. Hoje, nas palavras dos técnicos dos departamentos públicos, o Tietê não é mais um rio. É um canal de engenharia.
Notícia que ninguém quer aceitar. É como encontrar, por acaso, na seção de óbitos do jornal, o nome de uma pessoa querida. Sentimento parecido deveria ser despertado no habitante de São Paulo. Para o geógrafo francês Maurice Pardé, "rios são seres tão complexos quanto o ser humano". Mas há entre nós uma brutal diferença, uma capacidade da qual jamais iremos dispor: eles revivem. É o que acontece com o Tietê ao deixar para trás a capital.
No interior, apesar de ter sofrido transformações, ele ainda ostenta trechos de águas limpas e muitos peixes. Outra boa notícia é que, ao menos em termos de coleta e tratamento de esgoto, os últimos 15 anos foram marcados por crescentes avanços. Uma esperança tênue de que talvez o paulistano volte a ter vontade de se olhar no espelho.
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Thiago Medaglia, 28, jornalista e coautor do livro-reportagem "Tietê, um Rio de Várias Faces" (ed. Horizonte), é o colunista convidado desta edição.
Fonte: Revista da Folha.
CBN- Milton Jung - Estudantes contam histórias do trânsito
sáb, 27/09/08 por milton.jung.2007.5 | categoria Mílton Jung
Aprender com a cidade é a proposta dos professores Elisabet Gomes do Nascimento e Lázaro Mariano de Souza que desafiaram os alunos do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos do Butantã a escreverem crônicas sobre o trânsito de São Paulo. Após a leitura de jornais, deram início a produção.
O CIEJA reuniu 80 alunos de 20 a 45 anos nesta atividade
Reproduzo um dos textos que surgiram deste trabalho que deveria motivar escolas públicas e particulares a seguir no mesmo caminho:
TRÂNSITO: AUTOR DE HISTÓRIAS
“O Trânsito está um horror, meu Deus,” fala Joaqim, estressado dentro de seu carro e preocupado com a hora de sua reunião.Ele pecisa assinar um novo contrato para a compra de outra padaria.”Ai, Jesus, Ai Maria, Ai, meu Deus, esse trânsito vai acabar prejudicando meus negócios.”
“Põe o pé no freio, grita outro motorista, o seu José, muito estressado também, porque está com uma consulta marcada no dentista, já fazia dois meses e não queria perder a hora. Mas do jeito que a coisa ia, seu dente que não doía, começou a doer.
“Vamos aí, gente”, grita uma senhora nervosa, preocupada com a hora de pegar sua filha na escola.
“Lugar de mulher é na cozinha”, buzina e reclama outro motorista parado.
Já nervosa, ela xinga:
“Vai você e a sua lata velha e desatola o trânsito”.
No meio dos carros, os vendedores ambulantes vendem de tudo: pilhas, laranjas, água mineral, flores.
Nisso, o seu Benedito quase atropela um, porque estava com sua esposa a caminho da maternidade. Como o trânsito não andava, o bebê acabou nascendo no meio do engarrafamento. Uma viatura ia passando e socorreu dona Sebastiana, que emocionada pegou seu bebê no colo e agradeceu a Deus por tudo ter dado certo.
É assim o trânsito de São Paulo. Até quando?
Alunos:
Marilene da Costa Lopes
Maria Afonso
Carmem Lúcia Ferreira da Silva
Obrigado ao Galeno Amorim e a Sala de Leitura pela divulgação ao nosso pedido de doação de livro para nossa biblioteca
A gradecemos o jornalista e escritor "Galeno Amorim" e a "Sala de Leitura" pela divulgação do nosso pedido de doação de livros para nossa biblioteca. Recebemos 2 livros do jornalista e escritor "André Giusti" de Brasilia.
Apagão 2009, Eu Fui!
Aula de português, interpretação do texto da musica de Chico Buarque, “A Flor da Terra e A Flor da Pele”. Assim que acabamos de ler o texto para prosseguir a matéria, a luz se apaga e começa o corre-corre, a professora pede calma, para que ninguém se machuque. Os alunos seguem o fluxo dos seus devidos caminhos, eu sou a única que morro distante e não sabia o tamanho da gravidade. Quando cheguei no ponto de ônibus com a minha professora, fiquei sabendo da verdade, sua mãe ligou avisando e contou o que estava acontecendo, que era um apagão em toda a acidade.
Senti-me como no “Playcenter” na noite de terror, tudo escuro, uma gritaria e muita gente com pressa. Mas foi no Parque Dom Pedro que me senti no “Filme O Terminal”, as pessoas invadindo os ônibus e muita gente gritando querendo entrar, estava numa guerra e com muita desigualdade. Eu, como muita mãe com criança de colo, e idosos, passou hora de angustia e de desespero. Passaram-se duas horas de espera, então veio um comunicado, de que não teria mais ônibus para aqueles que estava ali cansado.
Mas Deus ouve a voz, dos oprimidos e dos fracos, derrepente surge uma luz, uma mulher vem ao nosso encontro e diz que disponibilizaram três ônibus. A fila ainda estava imensa, mais consegui entrar dentro do ônibus, realmente ontem não era meu dia de sorte, o motorista fez curva muito fechada e o ônibus super lotado, estoura um dos pneus, permanecemos por alguns instantes ali parado, até que ele analisasse.
Já era quase três horas da manhã e não tinha chegado em casa, então o motorista resolveu seguir adiante mesmo com o pneu estourado, o transito já estava bom e o ônibus foi esvaziando, o motorista transferiu o restante dos passageiros para outro ônibus. Bem, cheguei em casa já era 3:30hs, pedi então ao motorista que parasse na esquina da rua da minha casa, porque eu era a única que ia descer ali, estava tudo escuro mal consegui enxergar o chão, fui correndo ate achegar no portão, foi quando naquele breu todo, desceu um carro e a luz dos faróis me clareou o portão e dei graças a Deus por ter chegado bem em casa, mas e aquele que não teve a mesma sorte que eu?
Tudo isso senti “A Flor da Pele’, desigualdade, pessoas sem educação, muitos aproveitadores de varias situações e muitos já não acreditaram mais na sua fé”.
O jornalista e escritor André Giusti, faz doação de livros a Biblioteca do CIEJA Butantã.
Agradecemos o jornalista e escritor André Giusti pela doação dos livros "A liberdade é amarela e conversível e A solidão do livro emprestado", a Biblioteca do CIEJA Butantã.
Andre Luis de Almeida Giusti, nasceu no subúrbio carioca de Cascadura. Entrou na literatura como tantos autores: pela porta da poesia. Na segunda metade da década, publicou dois livros independentes no gênero, que não aparecem em seu currículo literário. Entre 1992 e 1994, escreveu os contos de seu primeiro livro, Voando Pela Noite (até de manhã), publicado em 1996 pela Editora 7Letras. No ano seguinte, o livro foi indicado ao Prêmio Jabuti. Em 1998 o autor mudou-se para Brasília.
O isolamento oferecido pela cidade o aproximou mais da literatura. Impregnado de saudades do Rio, escreveu Eu nunca fecharei a porta da geladeira com o pé em Brasília, uma novela quase autobiográfica de seus primeiros meses na capital do país, é o terceiro do autor a ser publicado (LGE, 2004, em 2003, também pela 7Letras, André Giusti lançou A solidão do livro emprestado, que apesar das inúmeras referências à cidade natal, já carrega elementos da atmosfera do Planalto Central.
O isolamento oferecido pela cidade o aproximou mais da literatura. Impregnado de saudades do Rio, escreveu Eu nunca fecharei a porta da geladeira com o pé em Brasília, uma novela quase autobiográfica de seus primeiros meses na capital do país, é o terceiro do autor a ser publicado (LGE, 2004, em 2003, também pela 7Letras, André Giusti lançou A solidão do livro emprestado, que apesar das inúmeras referências à cidade natal, já carrega elementos da atmosfera do Planalto Central.
Entre 2005 e 2006, editou o site messaginabótou, ao lado do poeta e doutor em literatura Alexandre Pilati, voltado para o conto, a poesia e a crítica literária.
Três anos afastado da literatura, voltou em 2009 com seu quarto livro: A liberdade é amarela e conversível, pela 7Letras.
André Giusti também é jornalista, com passagens por diversas rádios e TVs do Rio e de Brasília.
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